Doenças sexualmente transmissíveis

Doenças sexualmente transmissíveis
FARMACIA
Também conhecidas como doenças venéreas, são aquelas transmitidas essencialmente pelo contato direto através de relações sexuais (anais, vaginais ou orais), onde um dos dois (parceiro ou parceira) é portador da doença e a mesma acontece de forma desprotegida; ou através do contato indireto, compartilhando-se roupas íntimas, seringas ou objetos contaminados, como acontece com usuários de drogas injetáveis.

As DST’s podem ser causadas por vários agentes infecciosos (vírus, bactérias, fungos), podendo causar bolhas, feridas, corrimentos genitais, verrugas e, em casos mais graves, alterações neurológicas. Estão entre as cinco primeiras causas de procura por serviços de saúde, podendo provocar sérias complicações como infertilidade, abortamento espontâneo, malformações congênitas e até morte caso não sejam identificadas e tratadas adequadamente.

É importante que se conheça acerca das DST’s e principalmente aquelas que são mais comuns, porque todas podem ser prevenidas, evitando-se consequências dessas infecções durante a gestação, parto e amamentação.

É aconselhável que seja realizado o tratamento adequadamente com o objetivo de eliminar a infecção e interromper a cadeia de transmissão do agente causador da doença; uma vez que as DSTs são facilitadoras da infecção pelo vírus da Aids e da Hepatite B.

O controle das DST é possível, desde que existam bons programas preventivos e uma rede de serviços básicos resolutivos, ou seja, unidades de saúde acessíveis para pronto atendimento, com profissionais preparados, não só para o diagnóstico e tratamento, mas também para o adequado acolhimento e aconselhamento dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais, e que tenham a garantia de um fluxo contínuo de medicamentos e preservativos.



GONORREIA
Causada por uma bactéria conhecida como Neisseria gonorrheae, um diplococo Gram-negativo, não flagelado, não formador de esporos, encapsulado, anaeróbio facultativo tendo este nome em referência ao dermatologista alemão Albert Neisser, que a descobriu em 1879, sendo cultivada em 1982 por Leistikow e Loeffler. A doença possui nomes vulgares de “pingadeira”, “blenorragia”, “esquentamento”, sendo uma DST muito comum, estando entre as mais antigas doenças humanas conhecidas, que acomete os órgãos genitais e, dependendo do tipo de contato sexual, também pode afetar a boca, garganta e reto.

Pode variar desde a ausência total de sintomas até a ocorrência de salpingite aguda, uma das causas mais comuns de infertilidade feminina no mundo.

O indivíduo que realiza relação sexual desprotegida, seja ela anal, oral ou vaginal, a partir do momento que se infecta, começa a apresentar sintomas dentro de 2 a 8 dias após a relação, apresentando, a princípio, dificuldade e ardência para urinar, surgindo posteriormente corrimento abundante, amarelo ou esverdeado, às vezes com sangue, saindo pela uretra nos homens e pela vagina nas mulheres onde a doença atinge o colo do útero.

É muito comum que existam mulheres portadoras saudáveis da bactéria, uma vez que, 70% das mulheres infectadas permanecem assintomáticas e podem transmitir a bactéria ao parceiro. A maioria dos casos ocorre em homens, por maior facilidade de diagnóstico. A faixa etária mais acometida situa-se entre 15 e 30 anos, com maior número de casos entre 20 e 24 anos.

Gestantes contaminadas podem transmitir a doença ao filho no momento do parto, causando infecção nos olhos, levando até á cegueira.

O tratamento para Gonorreia é feito utilizando-se Antibióticos como Ceftrixona, Cefixime, Ciprofloxacino, Ofloxacino, dentre outros.


REFERÊNCIAS
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Bruna Chaves Amorim
Graduada em Farmácia pelo Centro Universitário de Caratinga - UNEC (2008). Mestre em Ciências Naturais e da Saúde pela UNEC (2010). Especialista em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) - Instituto Prominas. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8240525138796370
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